Oficinas educativas – Patrimônio e audiovisual

Dona Ivanilde cria um "azulejo" tátil, com papel, cola e cordões coloridos

Dona Ivanilde cria um “azulejo” tátil, com papel, cola e cordões coloridos

Oficinas gratuitas para pessoas com deficiência visual ou auditiva

Conhecemos o museu, seu acervo e patrimônios da cidade.
Divertimo-nos com as possibilidades da fotografia e do vídeo.
Participamos da criação de uma exposição coletiva e colaborativa!

Terças e quintas-feiras, das 14 às 16h.
Período: 6 de março a 11 de maio
Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas
Rua Regente Feijó, 859, Centro
Transporte e lanches incluídos.

Foram realizados 16 encontros de ação educativa, às terças e quintas-feiras, de 11 de março a 6 de maio, das 14 às 17h. Em cada dia, era apresentado ao grupo de participantes um aspecto específico do acervo, do patrimônio e das atividades do Museu da Imagem e do Som, fornecendo a todos um panorama diversificado do MIS, ao mesmo tempo em que era proposta uma atividade de criação artística envolvendo diferentes linguagens: fotografia, vídeo, música, dança, artes visuais, vídeo-arte. Foram promovidas visitas a três instituições culturais parceiras, de modo a incentivar a compreensão do patrimônio de maneira ampla, nos seus aspectos cultural e natural, material e imaterial.

A expectativa de público inicial era de atender a 20 participantes. Ao longo do período de divulgação do projeto junto a entidades, percebemos a necessidade de ter flexibilidade para acolher os interessados em suas diversas especificidades, interesses e disponibilidades. Aceitamos participantes que acompanharam todo o processo, outros que podiam vir às terças ou quintas-feiras, outros que vieram esporadicamente, de acordo com suas possibilidades. Assim, atendemos 100 pessoas. Recebemos não apenas campineiros, mas pessoas de diversas cidades da região metropolitana (Cosmópolis, Hortolândia, Paulínia, Valinhos), além de Jundiaí e de São Paulo. Recebemos pessoas que vieram sozinhas e grupos que vieram por meio de instituições de atendimento e educação a pessoas com deficiência. O público manteve-se motivado e constante.

Na primeira oficina os participantes são recebidos pelo ator Joaquim Andrade, que encarna o Barão de Itatiba

Na primeira oficina os participantes são recebidos pelo ator Joaquim Andrade, que encarna o Barão de Itatiba

Foi disponibilizado transporte e lanche, itens importantes quando constatamos que parte do público ainda não possui autonomia de locomoção no ambiente urbano e outros enfrentam situações de exclusão e vulnerabilidade. Quanto às faixas etárias, atendemos um amplo espectro, dos oito aos setenta e três anos. O perfil sociocultural também foi variado, abrangendo desde pessoas em situação de vulnerabilidade até pessoas com boa inserção socioeconômica e cultural. Um aspecto interessante e que foi recebido positivamente pelo grupo foi a convivência entre pessoas cegas e surdas.

A programação dos 16 encontros obedeceu ao seguinte planejamento:

1 – 11/03 – Aspectos históricos e artísticos do Palácio dos Azulejos, sede do MIS. Atividade criativa: produção de azulejos personalizados com materiais táteis: papéis e barbantes coloridos.

2 – 13/03 – A história de Hércules Florence, a expedição Langsdorff e o processo fotográfico. Atividade criativa: produção de fotogramas no laboratório fotográfico do MIS.

No laboratório fotográfico do MIS, revelando fotogramas com o auxílio de Pedro Guarita

No laboratório fotográfico do MIS, revelando fotogramas com o auxílio de Pedro Guarita

3 – 18/03 – Visita à Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, no Bosque dos Italianos (com livros em Braille e videolivros em Libras) e ao projeto Tamboreando Sonhos, da Fundação Norberto (crianças, adolescentes e jovens com deficiência intelectual produzem instrumentos musicais e criam, coletivamente, lindas composições musicais, com orientação do músico Ricardo Botter Maio). Atividade criativa: experimentação coletiva da criação de músicas.

4 – 20/03 – A preservação das imagens fotográficas em Campinas, a história de Aristides Pedro da Silva, o V8 e seu acervo. Atividade criativa: intervenção artística com materiais variados sobre painéis com imagens produzidas e preservadas por V8.

5 – 25/03 – Passeio histórico e fotográfico pelo Centro Histórico de Campinas – apropriando-se da cidade numa viagem por 300 anos de história, do marco zero ao Palácio dos Azulejos.

6 – 27/03 – Arte urbana: a intervenção dos participantes sobre o corpo vivo da cidade. Desenhando com areia e giz no Largo da Catedral, ponto tradicional de concentração de artistas populares de rua e centro do comércio popular. Interação com os cidadãos que transitam na cidade e transmissão do evento ao vivo por streaming na Internet pela equipe do Fórum de Cultura Digital de Campinas e Região.

Preparação corporal fez parte de algumas atividades

Preparação corporal fez parte de algumas atividades

7 – 01/04 – Preservação audiovisual, a história do cinema de arte do MIS (anos 70/80) e a coleção de cartazes de cinema. Atividade criativa: produção de cartazes de cinema com a técnica da monotipia.

8 – 03/04 – Visita ao Ponto de Cultura Maluco Beleza, onde usuários dos serviços de saúde mental do Hospital Dr. Cândido Ferreira produzem um programa de rádio semanal. Compartilhamento de experiências de inclusão e protagonismo.

9 – 08/04 – Oficina de educomunicação – produção de vídeo-reportagens coletivamente.

10 – 10/04 – Apreciação musical e conhecimento do acervo de música do MIS, terminando num animado baile. Percorremos a história da música brasileira, com destaque para o campineiro Carlos Gomes.

11 – 15/04 – Oficina de vídeo-dança com a voluntária Lílian Vilella. Com parangolés, todos dançaram sons brasileiros. A relação do corpo com a cor e o espaço através dos movimentos.

Vestindo as cores e ocupando os espaços na oficina de dança com Lílian Vilella, voluntária

Vestindo as cores e ocupando os espaços na oficina de dança com Lílian Vilella, voluntária

12 – 17/04 – Visita à Fazenda Roseira, Ponto de Cultura que preserva e difunde o Jongo do sudeste, patrimônio imaterial brasileiro. Os participantes conheceram o patrimônio natural, arquitetônico, a história de resistência dos escravizados, sua música, a mitologia afro-brasileira e a dança do jongo.

13 – 22/04 – Patrimônio natural e cultural, preservação x abandono, obsolescência x consumo e a arte como intervenção: estes temas foram trabalhados na produção de móbiles a partir da reciclagem de materiais naturais e descartes tecnológicos, destinados a intervir no jardim do museu.

14 – 24/04 – Percepção sensorial de itens do acervo tecnológico do museu. Atividade criativa: oficina de produção de máscaras – tematizando a identidade e estimulando as habilidades sensoriais.

15 – 29/04 – O acervo de história oral do Museu da Imagem e do Som de Campinas. O encontro da história individual e da história coletiva. Atividade criativa: produção coletiva de mandalas com elementos multissensoriais e compartilhamento de histórias pessoais.

A história de cada um se entrelaça à história coletiva: é o que ensina a confecção das mandalas

A história de cada um se entrelaça à história coletiva: é o que ensina a confecção das mandalas

16 – 06/05 – Encontro de avaliação coletiva das atividades. Os depoimentos foram gravados em vídeo. Todos os aspectos do projeto foram abordados. O vídeo de avaliação consta do DVD que acompanha este relatório.